27 de abr de 2010

BABÁ TECNOLÓGICA’ – Celular é nova arma contra a obesidade

Pesquisa mostra que crianças e jovens que recebem acompanhamento via mensagens de texto têm mais sucesso em programas de emagrecimento. Já faz tempo que as crianças desconhecem os prazeres de brincar na rua, em parques ou em outras áreas de lazer. Com o aumento da violência e a vida cada vez mais atribulada dos pais, os momentos de corrida, pega-pega e outras brincadeiras ficam cada vez mais restritos aos finais de semana ou às férias. O resultado são horas e horas na frente da televisão e do videogame e, como consequência, crianças e jovens cada vez mais obesos e com doenças antes restritas aos adultos, como diabetes e pressão alta. Segundo a Organização Mundial da Saúde, atualmente, 155 milhões de crianças em todo o mundo estão com sobrepeso e destas, 40 milhões são obesas. As consequências disso e o que fazer para evitar não são novidade. As soluções são alardeadas pelos médicos e nutricionistas o tempo todo. A novidade fica por conta do recurso utilizado para lembrar os pequenos a se alimentar corretamente e a fazer exercícios: as mensagens de texto através do celular. Pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, com 58 crianças, entre 5 e 13 anos de idade, comprovou a eficiência das mensagens de texto no combate à obesidade infantil e de adolescentes. O experimento envolveu 30 famílias divididas em três equipes. Uma usava cadernos para acompanhar o consumo de calorias e a quantidade de tempo gasto vendo televisão, outra não anotava nada e a terceira recebia mensagens de texto, redigidas pelos pesquisadores, com dicas de como controlar o peso, que deveriam ser lidas e respondidas pelas crianças. A equipe que usou os aparelhos telefônicos teve adesão de 43% ao tratamento, contra uma média de 19% dos outros métodos. Luciana Kotaka, psicóloga especialista em obesidade e transtornos alimentares em Curitiba, afirma que ”todo processo de perda de peso exige de cada pessoa comprometimento e desejo, para se alcançar um objetivo.” ”Existem várias dietas, ou programas de perda de peso, e sabemos o certo e o errado da alimentação, mas colocar em prática esses conhecimentos não é uma tarefa fácil”, adverte. Luciana também adota o envio de mensagens pelo celular com alguns de seus pacientes e em entrevista à FOLHA conta como é a experiência. Por que o envio de mensagens de texto por celular funciona bem com crianças e adolescentes? Tanto as crianças quanto os adolescentes estão muito ligados na tecnologia e adoram um celular. Em função desse fato, o celular acaba por ser o meio mais rápido e eficiente de fazer chegar a informação até eles. Mas o celular não pode servir como substituto dos pais no auxílio e supervisão dos filhos, não é? De forma alguma. Os pais têm a função de proteger, orientar e supervisionar o processo de seus filhos. O celular deve ser usado como instrumento à parte, somente em casos de necessidade e com o devido limite. Como os pais podem usar essa tecnologia para lidar com os filhos? Podem estabelecer regras, como chegada e saída do filhos da escola de inglês, como forma de cuidar do dia do filho, saber onde ele está, fazendo o que e com quem. Como é a sua experiência com o uso das mensagens de texto? Utilizo quando percebo que se faz necessário o uso de estímulos frequentes. O paciente está longe do consultório e precisa ser lembrado e motivado a manter os comportamentos adequados para perder peso. Tanto as crianças como os adolescentes necessitam de auxílio e orientação constante, porque ainda não sentem-se seguros ou mesmo preparados para cuidar de si mesmos. Tenho tido um ótimo retorno, pois quando motivados eles se empenham mais em cuidar do que comem e em praticar exercícios físicos. Todos os pacientes e todos os casos aceitam o uso dessa tecnologia? Nunca enfrentei resistência da parte deles. Muito pelo contrário, adoram saber que a psicóloga está atenta, dando atenção. A criança ou jovem não avalia essas mensagens como alguém ”pegando no pé”? Não quando utilizamos esse recurso com sabedoria, no momento certo. Temos que ter uma boa ligação com o paciente, vínculo já estabelecido, para podermos adentrar a intimidade do dia a dia deles sem passarmos por chatos. Luciana Kotaka- Psicóloga Clínica Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares Curitiba - PR

1 comentários:

Ilália Cristina disse...

Tem um selinho para você lá no meu blog:

http://maquiagemmineral.blogspot.com/2010/04/selinho-este-blog-virou-moda.html

Passa lá!

27/4/10
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