2 de set de 2010

Circunferência do Pescoço

Estudos comprovam que quanto maior for o tamanho da circunferência de pescoço (CP), maior é o risco infarto do miocárdio, de altas concentrações de LDL-colesterol (colesterol ruim), hipertensão e de hiperglicemia. Sabe-se que a gordura ao redor do seu pescoço é mais perigosa para o coração do que a própria gordura abdominal. Além disso, essa circunferência demonstrou ser importante preditor de ronco e apnéia obstrutiva do sono. A medida é realizada com o avaliado sentado ou em pé, desde que esteja com a coluna ereta e a cabeça com o olhar orientado pelo Plano Horizontal de Frankfurt. A trena deve ser posicionada na menor circunferência do pescoço, logo acima da proeminência larígea (pomo de Adão). A medida é realizada com aproximação de 0,1 cm, com a trena perpendicular ao eixo longo do pescoço, o que não será necessariamente vertical. A única ressalva para esta técnica são os casos de indivíduos que apresentam maior proporção de gordura abaixo da cintura, fato que pode tornar a medida não tão fidedigna. Nestas situações, indica-se uma análise que inclua também as medidas de cintura e quadril complementando as informações necessárias para um possível diagnóstico. A medida da CP pode ser um indicador de problema de peso melhor do que o índice de massa corporal (IMC), revela um estudo realizado pelo University of Michigan (UM) Health System, com crianças e adolescentes. Estabeleceu-se então que, indivíduos com CP maior do que o valor estipulado na tabela abaixo são considerados com excesso de peso. O IMC é, atualmente, o método mais conhecido e utilizado para a determinação de sobrepeso e obesidade em crianças. Entretanto, pode não ser a melhor maneira de descrever a distribuição de gordura corporal. A pesquisa mostra que o tamanho do pescoço pode prever melhor a obesidade infantil. Segundo os pesquisadores, o IMC não descreve adequadamente a distribuição regional de gordura, principalmente as localizadas na parte superior do corpo. Concluindo, o IMC é um método desenvolvido ao longo de décadas por profissionais da saúde, e não deixa de ter sua validade. Contudo, não deve ser o único indicador.
Dra. Giuliana Bastos Esteves
Nutricionista www.nutrigiuliana.com.br

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