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30 de abr. de 2010

Brasil aderiu à restrição ao uso da sibutramina

 
A proibição da sibutramina nos países europeus e o maior controle nos Estados Unidos da América ocorreu após a publicação dos resultados de um estudo chamado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular OUTcome). No Brasil, a restrição chegou em março passado, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigiu dos médicos prescritores que utilizassem o receituário B2, anteriormente usado para prescrição de anorexígenos.

Um dos resultados encontrados no SCOUT foi que 11,4% dos pacientes que utilizaram a medicação sofreram um evento cardiovascular, comparados aos 10% que tomaram placebo. O estudo incluiu cerca de 10.000 doentes com 55 anos de idade ou mais e história de doença cardiovascular ou diabetes tipo 2 com um fator de risco cardiovascular adicional.


“Os dados não causam surpresa, pois os pacientes que participaram do SCOUT apresentavam contra-indicações ao uso da sibutramina. Comprovando esta tese, o fato é que, diferentemente do órgão regular europeu (EMEA, European Medicines Agency), as entidades americana (FDA, Food and Drug Administration) e brasileira (ANVISA) optaram por reforçar as contra-indicações do medicamento, sem proibição”, explica dr. João Roberto Sá, presidente do Departamento de Endocrinologia e Metabolismo da Associação Paulista de Medicina.


Agora, a sibutramina deverá ser utilizada por pacientes que tenham o índice de massa corporal (IMC) superior a 30 kg/ m2, contra-indicada em indivíduos com histórico de doença cardiovascular, incluindo coronariopatias, acidente vascular cerebral ou isquemia transitória, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e hipertensão arterial não controlada.


Na resolução, publicada no Diário Oficial da União, há também a contra-indicação para pacientes com diabetes mellitus do tipo 2, com sobrepeso ou obesidade associada a mais um fator de risco para desenvolvimento de doença cardiovascular. A proibição existe para pacientes com história ou presença de transtornos alimentares, suspeita de gravidez, período de amamentação e em pacientes utilizando medicamentos inibidores da MAO (monoaminoxidase) para casos de depressão.


A sibutramina é um medicamento que inibe a recaptação da noradrenalina, serotonina e dopamina, substâncias que produzem sensação de saciedade e, portanto, reduzem a quantidade de ingestão de alimentos, resultando na perda de peso.


“Acredito que o controle seja positivo, pois inibirá o uso indiscriminado deste tipo de medicamento. A ressalva é que a sibutramina não deveria ser prescrita no receituario B2, junto aos remédios que podem levar à dependência, efeito não descrito para a sibutramina na literatura médica. Devo lembrar que a correção dos erros da dieta e a realização de exercícios físicos regulares são fundamentais para a perda e manutenção de um peso saudável”, completa dr. João.



Referência(s)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – alerta terapêutico 03/01. Disponível em http://www.anvisa.gov.br/farmacovigilancia/alerta/estadual/estadual_3.htm. Acessado em 19/04/2010.

ALERTA Anvisa nº 01, de 28 de janeiro de 2010. Novas contra-indicações de uso da sibutramina. Disponível em http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/5ed68b004131ef458f09dfb3f1e98cad/Alerta_n1sibutramina.pdf?MOD=AJPERES. Acessado em 20/04/2010.

Posicionamento Oficial - Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre restrição à Sibutramina. Disponível em: http://www.abeso.org.br/pagina/269/posicionamento-sobre-restric%C3%B5es-a-sibutramina-pela-anvisa.shtml. Acessado em 19/04/2010.

Fonte: www.nutritotal.com.br
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28 de jan. de 2010

Brasil eleva contraindicação de remédio para emagrecer proibido na Europa‏



MARY PERSIA
da Folha Online

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável por regular os medicamentos no país, ampliou a contraindicação para o uso da sibutramina, uma das substâncias para emagrecer mais usadas no Brasil e que foi proibida na Europa.

O medicamento tem venda controlada no Brasil, com retenção de receita. Além de pesssoas com histórico de distúrbio alimentar, aqueles que apresentaram doenças cardiovasculares serão aconselhados a não fazer uso do remédio.

O alerta brasileiro segue a posição norte-americana sobre a utilização do medicamento. Nos Estados Unidos, o FDA (Food and Drug Administration) também ampliou sua contraindicação, estendendo-a igualmente a pessoas com histórico de problemas cardiovasculares (entre eles, a hipertensão).

O motivo é a elevação do risco de infarto e AVC (derrame), demonstrado em um estudo que acompanhou mais de 10 mil pacientes durante seis anos. Segundo a pesquisa, chamada Scout, as chances de eventos cardiovasculares aumentam 16% com a utilização da sibutramina, presente na composição de remédios como Meridia, Reductil, Sibutrex e outros, incluindo manipulados.

A Anvisa realizará em fevereiro uma reunião com a Cateme (Câmara Técnica de Medicamentos), cujos especialistas definirão uma recomendação ao órgão.

Falsificações
O FDA também alertou, na última semana, sobre a venda de versões falsificadas do medicamento Alli (da GlaxoSmithKline), que tem como princípio ativo o orlistat (o mesmo do Xenical) e comercialização livre nos Estados Unidos.

Testes de laboratório demonstraram que os remédios piratas, bastante vendidos pela internet, contêm sibutramina (que não está na fórmula original) e podem, portanto, elevar o risco cardiovascular. Exames apontaram a presença de até o dobro da quantidade máxima da substância prescrita por dia. 

Os efeitos mais imediatos dessa alta dosagem são palpitações, insônia, ansiedade, náusea e aumento súbito da pressão arterial.

Editoria de Arte/Folha Imagem
Com Reuters
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2 de out. de 2009

Fluoxetina é mal usada em fórmulas para emagrecer


Levantamento revela associação do princípio ativo com vários componentes

Combinação com outras drogas pode potencializar efeitos, comprometer reflexos e desencadear problemas psiquiátricos



GABRIELA CUPANI
DA REPORTAGEM LOCAL



A fluoxetina, princípio ativo de antidepressivos como o Prozac, vem sendo utilizada de forma inadequada em fórmulas para emagrecer.
O dado é de um levantamento feito pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) que avaliou 39.782 receitas especiais em Santo André, na Grande São Paulo. Dessas, 10.919 continham esse princípio ativo. Os resultados estão publicados na edição mais recente do "Jornal Brasileiro de Psiquiatria".
Em praticamente todas as prescrições manipuladas em farmácias (identificadas como magistrais ou de manipulação), a fluoxetina estava associada a outras substâncias normalmente indicadas para induzir a anorexia e promover a perda de peso. As mais frequentes foram benzodiazepínicos (presentes em 62,5% das receitas) e anfetaminas (em 45,8% delas).
As chamadas receitas especiais se referem às 175 substâncias de venda controlada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ficam retidas nos estabelecimentos.
Nas receitas avaliadas, os autores encontraram associações de fluoxetina com, em média, de quatro a sete substâncias. Mas em um dos casos havia 22 componentes. Quase 80% das receitas eram destinadas a mulheres, segundo o estudo.
"Esse tipo de prescrição múltipla é compatível com as fórmulas usadas para emagrecer", explica o psicólogo Vilmar Ezequiel dos Santos, um dos responsáveis pela pesquisa. "Resultados de outros estudos feitos em outras cidades brasileiras levam a crer que o cenário é similar no resto do país."

De acordo com o endocrinologista Bruno Geloneze, esse resultado pode ser considerado um indício do abuso desse medicamento. "Grande parte das receitas para emagrecer são feitas para quem não precisa."



Matéria Completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2309200901.htm
Fonte da figura: http://www.fecomerciorr.com.br

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3 de set. de 2009

Muitas crianças usam remédios anti-obesidade aprovados apenas para adultos

Um estudo recentemente publicado no British Journal of Clinical Pharmacology traz mais uma preocupação para a sociedade no contexto do combate à obesidade infantil. Realizada no Reino Unido, a pesquisa indica que milhares de crianças e adolescentes da região têm usado medicamentos para perder peso que são aprovados apenas para uso em adultos. E, segundo os autores, essa prática altamente questionável não é exclusividade do Reino Unido. Usando dados de uma pesquisa que cobria 5% da população do Reino Unido, os pesquisadores descobriram que, no período entre os anos de 1999 e 2006, o número de crianças e adolescentes que receberam prescrições de drogas aprovadas somente para os adultos cresceu em 15 vezes – de 0,06% para 0,9%. E, na maioria dos casos, o paciente havia interrompido o uso da droga antes de ter qualquer benefício. Por isso, os especialistas recomendam que intervenções no estilo de vida, como uma alimentação balanceada e exercícios, sejam as primeiras abordagens para tratar a obesidade infantil, e destacam a necessidade de mais estudos para avaliar eficácia e segurança do uso dessas drogas em crianças. Fonte: http://blogboasaude.zip.net/arch2009-08-30_2009-09-05.html#2009_09-03_13_06_17-119648571-0
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3 de ago. de 2009

Medicamentos para Emagrecer

Você já usou medicamentos para emagrecer? A maior parte dos remédios e medicamentos para emagrecer disponíveis são "moderadores de apetite", os quais promovem o emagrecimento ao diminuir o apetite ou aumentar a sensação de "estar cheio". Esses medicamentos diminuem o apetite ao elevar os níveis de serotonina ou catecolamina -- dois elementos químicos no cérebro que afetam o humor e apetite. O inibidores de apetite aprovados pela FDA (órgão americano que regula medicamentos) incluem sibutramina, fentermina, dietilpropriona e fendimetrazina. Anfetaminas são um tipo de inibidores de apetite, porém não são recomendadas para uso no tratamento da obesidade devido ao seu alto potencial de abuso de dependência. Fonte: http://www.copacabanarunners.net/remedios-emagrecer.html Imagem: www.unimed.com.br/portal/conteudo/materias/ Comentário: cada organismo é único, seja para o consumo de alimento ou para o uso de medicação. Conheço pessoas que usaram há muito tempo esses medicamentos e tiveram como consequência hipotireodismo, hipertensão arteial, problemas cardiovasculares, o efeito sanfona, além de alterar todo o metabolismo...Então, se for necessário usar é preciso ter um acompanhamento médico, seguir uma dieta por um(a) nutricionista e ser orientada por um educador físico.
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