18 de mai de 2010

Mãe também pode ser magra e bonita

No trabalho com sobrepeso e obesidade, tem um aspecto que acho importante ressaltar, que são as prioridades. Recebo mulheres que se encontram assoberbadas de funções– Mulheres Equilibristas- que se vêem sufocadas com o excesso de atividades, sem tempo para se olharem, sentirem ou se cuidarem. Vivemos um momento histórico, onde a mulher se encontra presa a uma série de compromissos antes ocupados somente pelos homens. Antigamente exercia sua função de mãe e dona de casa, tinha demarcada a sua área de atuação e suas funções. No contexto atual, uma série de conflitos advindos da evolução do universo feminino acaba por exigir da mulher uma elasticidade absurda, pois com a abertura de novas frentes de trabalho, vem se qualificando, estudando, não deixando de ser a responsável pelo bom andamento e funcionamento da rotina familiar. Nessa montanha russa em que hoje nós mulheres nos encontramos, acabamos vítimas de nossas conquistas, desenvolvemos a sensação de faltante, pois não dá para dar conta de tudo, mesmo querendo. Os desejos das mulheres passam a ser substituídos por uma série de necessidades a serem resolvidas, como atenção ao marido, aos filhos, trabalho, ela ainda carrega peso do que não consegue resolver, mas que a sociedade prega como sendo o ideal: inteligente, competente, mãe exemplar, magra, bonita e malhada. A síndrome da mulher elástica! Dividida, carregando o peso do não dar conta, se sente esmagada pela falta de tempo, acabando por cortar todas as atividades essenciais, como encontrar os amigos, malhar na academia, ir ao salão, tendo que acabar por encaixar os poucos cuidados que se dá, após sua jornada de trabalho. Com a ausência de tempo para atividades e cuidados que lhes proporcionam prazer, ocorre um aumento significativo à incidência da obesidade, visto que a comida é o meio mais fácil e rápido de satisfação. Faz-se necessário uma reavaliação do seu contexto de vida para que se encontre um equilíbrio, para que desta forma, deixando a comida como um momento necessário em nosso dia a dia, mas não como o prato principal. Mas mudar a forma de se alimentar não é tarefa fácil, pois todo o comportamento alimentar envolve questões físicas e emocionais – difíceis de modificar e o principal responsável pelo fracasso das dietas. Hoje, existem métodos que auxiliam a lidar com o comportamento emocional e alimentar, e o paciente recebe tratamento personalizado e aprende a criar uma relação saudável com a comida a partir do controle das emoções. O foco principal desse programa é o lado emocional, onde o paciente se torna autor de seu próprio emagrecimento, aprendendo a se responsabilizar pelo processo e deixar de pensar que é a gordura que se apropria dele, sem que ele possa fazer nada. Com isso, a idéia é que a pessoa desenvolva comportamentos magros, em que ela não se utilize da comida para compensar sentimentos. A psicologia aliada no processo de reeducação alimentar, contribui de forma significativa para que as pessoas emagreçam, mantenham-se magras, livrando-as do indesejável efeito sanfona. A psicóloga Luciana Kotaka é especialista no tratamento da obesidade e no desequilíbrio alimentar. Luciana Kotaka Psicóloga Clínica Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares Curitiba _PR

1 comentários:

Kilza Miranda disse...

Muito bom o post, devemos parar e refletir o que é realmente prioridade em nossas vidas! Precisamos cuidar de nossa saúde...

Abraços,

Dra Kilza Miranda
Nutricionista - Vale do Aço
www.dicasdenutricao.com

18/5/10
Este Blog tem a função de transmitir informação e NÃO faz parte de uma consulta com profissionais. É preciso saber que a individualidade existe e que não é tudo que funciona para todo mundo. Informe-se e procure um profissional na hora de aplicar a informação!
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