30 de jul de 2010

Composto testado em ratos promete combater obesidade sem efeitos colaterais





Da Redação
Um composto experimental parece melhorar as doenças causadas pela obesidade, além de promover a perda de peso, de acordo com estudos preliminares do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA. A pesquisa comprovou que o composto reduz em cerca de 12% o peso de camundongos obesos, mas apenas aqueles que são gordos porque comem demais, e não aqueles que possuem predisposição genética para a obesidade.
O estudo foi publicado na versão online do Journal of Clinical Investigation desta segunda-feira (26).

"Nossos resultados sugerem que este composto pode eventualmente fornecer benefícios clínicos em indivíduos obesos, sem os efeitos colaterais vistos até agora com compostos semelhantes", acrescenta o autor sênior e diretor científico NIAAA, George Kunos.

Estudos anteriores demonstraram que compostos similares bloqueiam a atividade de endocanabinoides, mensageiros naturais no corpo que são quimicamente semelhantes ao componente ativo da maconha, e ajudam a regular muitas funções biológicas. 

Estes compostos podem ajudar a promover a perda de peso e melhorar as complicações metabólicas da obesidade, como diabetes e resistência à insulina, alterações na composição de lipídios no sangue e gordura no fígado.

No entanto, o avanço clínico desses compostos tem sido impedido pelos efeitos colaterais comportamentais associados à sua utilização, tais como ansiedade, depressão e pensamentos suicidas. Os efeitos fizeram o medicamento com esse mecanismo de ação, o Acomplia (rimonabanto), ser tirado de circulação, em 2008, pelo próprio fabricante. 

Os cientistas do NIH buscaram um composto que preservasse os efeitos benéficos do bloqueio dos endocanabinoides, sem os efeitos colaterais. 

"Receptores de endocanabinoides estão presentes no cérebro, bem como em tecidos periféricos, incluindo o fígado, músculo esquelético, pâncreas e tecido adiposo", explica Dr. Kunos. "A ativação de receptores periféricos de endocanabinoide contribui para a obesidade relacionada com alterações metabólicas e hormonais." 

O que os pesquisadores fizeram foi desenvolver um composto que não penetrasse no cérebro, mas bloqueasse seletivamente a atividade dos receptores nos tecidos periféricos. Assim, ele ataca os problemas relacionados à obesidade, mas não tem influencia no cérebro causando os efeitos colaterais.

O composto foi testado em ratos obesos que mostraram melhorias na regulação da glicose, gordura no fígado, e lipídios do plasma. Eles também descobriram que o composto não afetou as respostas comportamentais.

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