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29 de nov. de 2011

Cirurgia bariátrica acompanhada

Acompanhamento de profissionais habilitados faz toda diferença no pós-cirúrgico

Por Luciana Kotaka
Com a crescente onda de obesidade no mundo inteiro, a cirurgia bariátrica vem ganhando espaço como opção de tratamento. Um grande estudo mundial internacional lançado em fevereiro de 2011 mostrou que 10% dos adultos são obesos. São 500 milhões de pessoas. Em 2008: 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres eram obesos.
A cirurgia bariátrica é um método invasivo, que tem por finalidade diminuir o estômago, e pode ser feita através de diversas técnicas, sendo que a mais realizada é o método Fobi-Capella. Essa técnica consiste na exclusão de uma parte do estômago, desviando parte da alça do intestino, com a colocação ou não de um anel no início do estômago.
Porém, observamos que uma grande parte dos pacientes não investem no tratamento pré e pós cirurgia, que consiste no acompanhamento nutricional e psicológico.
Alguns até procuram o profissional com a finalidade de obter o laudo que o libera para o procedimento, porém não investem na mudança do comportamento alimentar e emocional, com tempo necessário de promover mudanças efetiva antes e após a cirurgia.
É comum ouvir relatos e receber pacientes que após o procedimento voltam a ingerir comidas gordurosas, ou salgadinhos, chocolates, refrigerantes, provocando crises de dor e mal estar, colocando sua vida em risco.
Vão para a mesa de cirurgia sem estarem realmente implicados com o pós-cirúrgicos, principalmente despreparados para as mudanças que obrigatoriamente terão que promover. Mesmo com diversos meios de comunicação comentando sobre o assunto, ainda ouço pessoas me falarem que a cirurgia ”tira a fome”, resolvendo um problema de uma vida inteira de comilança.
Esse é o grande erro de muitas pessoas, que desenvolvem a crença que a cirurgia é um procedimento milagroso, mesmo quando advertidas pela própria equipe médica. Preferem acreditar que tudo será resolvido, usando da negação, e se colocando nas mãos da cirurgia.
É de extrema importância ter claro que toda mudança depende somente do “paciente”, e que a cirurgia é somente uma intervenção mecânica, todo o resto é da responsabilidade do paciente. O desejo de comer está na cabeça, o que significa que precisa aprender a comer somente como forma de se alimentar, não podendo comer quando está triste, ansiosa, principalmente com crises de compulsão alimentar.
Com a terapia o paciente poderá detectar quais os gatilhos emocionais o levam a comer com exagero, podendo desenvolver instrumentos para lidar com os aspectos emocionais presentes no comportamento alimentar. Desta forma o auxílio da equipe de profissionais se faz necessário para que obtenha resultados duradouros, sendo um cuidado importante para que possa manter a saúde física e mental.
http://www.dicasdemulher.com.br/cirurgia-bariatrica-acompanhada/
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25 de out. de 2011

Modelos não são referenciais de saúde

As exigências da era da beleza acarretam transtornos alimentares

Por Luciana Kotaka
A saúde deve ser um foco em nossa vida e cuidados rotineiros fazem grande diferença quando falamos em saúde, tanto física quanto mental. Atualmente, a moda é corpo magro, de preferência como os corpos que desfilam nas revistas e outdoors das grandes cidades. Lindas modelos com roupas tamanho P invadem a vida de muitas mulheres, levando muitas a idealizarem esses corpos como sinônimo da real beleza.
Essa é uma situação delicada que vem promovendo muita insatisfação, além de ser uns dos desencadeadores em busca de dietas desequilibradas, automedicação, entre casos de anorexia, bulimia e compulsão alimentar.
Essas mulheres expostas nas revistas não levam a mesma vida que nós mulheres vivemos no dia-a-dia. Somos reais, mães de família, trabalhadoras. Vivemos a realidade de ir a festas, poder saborear algumas comidas das quais gostamos e poder viver a vida de forma equilibrada.
Em toda busca que fazemos é importante ter em mente que o equilíbrio deve nortear todas nossas ações. Todos os excessos, todas as atitudes drásticas e extremistas não são saudáveis.
Ao buscar uma reeducação alimentar, a prática de exercícios físicos, ou mesmo algumas mudanças que queremos em nossa vida, temos que ter a percepção de que tudo tem seu tempo, e depende somente de nós mesmos alcançarmos o objetivo de forma adequada e saudável.
As modelos vivem de seus corpos, pois são instrumentos de seu trabalho, onde as roupas devem ter um caimento impecável, se é que ficam bonitas magras como se apresentam. Manter o peso magro pode ser um caminho árduo e levar a sérias complicações, das quais não vão promover o bem-estar, pois corpo sem equilíbrio não é saudável.
Corpo são e mente sã, são dois aspectos dos quais todos temos que zelar, pois nada funciona bem quando não alcançamos um processo, onde o sentir-se bem e o estar bem estão intimamente entrelaçados. Ser bela é antes de tudo poder olhar para si mesmo, se amar, se cuidar, e o mais importante, se respeitar.
http://www.dicasdemulher.com.br/modelos-nao-sao-referenciais-de-saude/
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26 de abr. de 2011

Somos consumidores ou consumidos

Por Luciana Kotaka

Após um dia cansativo de trabalho, chegamos em casa e ligamos a TV. Sem nos darmos conta, um comercial de um novo iPhone vai ao ar, mostrando as maravilhas tecnológicas que poderemos ter a mão caso tenhamos um.

Acaba o comercial, e após um tempo ligamos o computador, e vamos procurar mais informações sobre o produto, valor, forma de pagamento, e aí já está instalado o desejo de comprar, e conseqüentemente a insatisfação do modelo de celular que temos.

No dia seguinte, um colega de trabalho pega seu iPhone e quando vemos, pensamos: que bacana, se ele tem é porque vale à pena, vou comprar um também!

Pronto, a mensagem da TV obteve o efeito desejado. E assim acontecem todos os dias, várias vezes, quando ouvimos rádio, olhamos uma revista, ou nos deparamos com um outdoor quando estamos dirigindo nosso carro na rua.

Muitos profissionais têm alertado sobre o consumismo, da importância de desenvolvermos valores em nossos filhos, ensiná-los a valorizar o que tem em casa, valorizar valores humanos. Porém mesmo assim, somos bombardeados de informações o tempo todo, roupas, sapatos, celulares da moda e comida.

Ouvimos sobre a necessidade dos exercícios físicos, da alimentação saudável, porém vemos que na contramão vem propagandas de comidas, com brinquedos atrativos. Nas filas das farmácias, mercados e postos de gasolinas, estão lotados de guloseimas estrategicamente dispostas ao lado do caixa, chamando a atenção das crianças e muitos adultos, levando ao desejo de comprar e consumir. Tudo muito fácil.

Estatísticas mostram que a obesidade está crescendo assustadoramente no Brasil, e segundo o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, se o crescimento das taxas de excesso de peso no país continuar no ritmo em que se encontra, a obesidade poderá alcançar dois terços da população brasileira nos próximos 10 anos. “Se não mudarmos isso agora, em uma década vamos enfrentar o mesmo problema que os americanos enfrentam quando o assunto é obesidade”, comentou. Ele classificou os índices de sobrepeso no Brasil como “preocupantes” (site ABESO)

Falando francamente, não somos meros consumidores e sim somos consumidos por estratégias de marketing, por idéias estrategicamente pensadas, e somos levados a acreditar que temos que comprar, experimentar, e somos sim literalmente consumidos .

Vale a pensa parar e refletir: Somos somente consumidores compulsivos ou inocentes vítimas desse processo?

http://www.dicasdemulher.com.br/somos-consumidores-ou-somos-consumidos/

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5 de abr. de 2011

O peso ideal

Perder peso hoje se tornou o foco de muitos jovens e adultos, que insatisfeitos com o peso e contorno corporal saem em busca de soluções para enfrentar esse problema.
Nessa batalha contra o peso, precisamos lembrar de traçar parâmetros reais, levando em consideração a idade, altura, entre outros fatores que podem determinar o não a perda de peso.
Como vivemos em um país onde a valorização do corpo magro é cultuada, perdemos o referencial do que seria ou não adequado e saudável para usarmos como meta.
Determinamos valores irreais e sacrificantes , sem termos informações adequadas , o que leva o corpo responder a esse ataque, freando a perda de peso.
Esse processo gera decepção, indignação em muitas pessoas, mas se formos realizar um levantamento, iremos verificar que na grande parte dessa população, os regimes estão sendo realizados sem orientação de um profissional capacitado, o que leva a efeitos sanfonas, e um desistímulo muito grande.
Outro fator que está inserido nesse contexto, é a falta de percepção quanto as emoções determinam esse processo. Cuidar do corpo significa olhar para o que sentimos ,o que nos auxilia a buscar nossos objetivos, como também podem nos levar a sabotar os mesmos.
Podemos concluir que a busca por um peso adequado e saudável vai depender das ações e implicações com que cada um vai ter nesse processo.
O importante é ter consciência de que temos limitações, que caímos nesse processo, mas que podemos levantar, continuar, e procurar ajuda, para esse projeto se torne efetivo.
Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica
Cutitiba – PR
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