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1 de nov. de 2011

O impacto emocional da cirurgia bariátrica: questões emocionais e psiquiátricas

A obesidade é considerada hoje como uma epidemia, que atinge crianças, adolescentes e adultos, independente da classe social. Questões ambientais aliados a questões predisponentes, são os grande desencadeadores desta problemática.
A influência sociocultural é hoje um dos fatores mais importantes na questão do culto ao corpo magro, exigindo das mulheres a busca do corpo perfeito, corpo magro, tornando-as escrava de uma ditadura da beleza, que é o corpo idealizado. A partir deste padrão rígido de beleza, constatamos o aumento significativo de transtornos alimentares. Em função da dificuldade em se manter as dietas restritivas, ocorre uma oscilação constante entre o peso e o emagrecimento, gerando o efeito sanfona.
A terapia cognitiva vem sendo de grande utilidade nas questões dos transtornos alimentares, visto que trabalha com a modificação da imagem corporal, os pensamentos e motivações, o incentivo ao exercício físico, gerando uma nova visão do processo de perda de peso.
O indivíduo obeso sofre muito com a sua imagem, a discriminação, a desmotivação que sente em relação a mudanças, entre diversos fatores que contribuem para o seu isolamento, ou mesmo para os desenvolvimentos de padrões comportamentais que lesam sua auto-estima, distorce as relações com as pessoas, e diminuem a qualidade de vida. A alimentação aparece nesse contexto como forma compensatória de situações não resolvidas, busca de satisfação imediata.
As pessoas que se sentem presas a este padrão de beleza, e buscam o emagrecimento, estão sujeitas a crises de compulsão, e conseqüentemente, a sentimentos de culpa e vergonha.
Existe a necessidade de se trabalhar o processo compulsivo, e a reeducação alimentar.
Os estudos demonstram que a comida acaba tendo à função de combater o estresse, cansaço, ansiedade, depressão, ficando clara a relação da comida com o estado emocional dos indivíduos.
A restrição alimentar acaba sendo a estratégia de perda de peso mais freqüente, e em algumas pesquisas realizadas, fica claro a relação dessa prática, ao aumento de peso e queda energética.
A terapia cognitiva tem sido um grande aliado nesse processo de resgate da auto-estima e reeducação emocional ,pelo qual o indivíduo se fortalecerá, desenvolvendo ferramentas para lidar com seu processo de emagrecimento. Se aborda as crenças a respeito da relação do corpo magro, beleza e sua ligação com a felicidade, desmascarando essas relações irreais.
É importante aliar à terapia a prescrição dietoterápica, a fim de se utilizar de processos não invasivos no tratamento. Pensaremos a nível medicamentoso, quando o quadro de obesidade está associada a outras comorbidades que expõe o indivíduo a riscos.
O método mais eficaz no tratamento da obesidade é a cirurgia bariátrica, onde se utilizam de técnicas que limitarão a ingestão alimentar.
Em relação aos componentes de ordem psiquiátrica, não existem estudos conclusivos a respeito dos riscos dos portadores de algumas doenças psiquiátricas, como bipolaridade, depressão, e psicose quanto a bom ou mal prognóstico pós cirurgia.
Pacientes que não tem condições de compreender a necessidade deste procedimento, e de prosseguir com os cuidados posteriores, não devem fazer a intervenção.
O pós cirúrgico é o momento de maior complexidade, pois o sujeito deverá seguir de forma rígida as orientações do processo, além de se deparar com os conflitos emocionais resultantes da nova imagem corporal e dos novos hábitos alimentares.
Nessa fase que o tratamento, o psicólogo precisa motivar e levar seu paciente a aderência ao novo estilo de vida, a dieta, e prepará-lo para enfrentar essa nova etapa de sua vida, que necessita de cuidados e disposição.
Referências Bibliográficas
Bernardi, Fabiana; Cichelero, Cristiane ; Vitolo,Márcia Regina. Comportamento de restrição alimentar e obesidade
Vasquez, Fátima;Martins, Fernanda celeste; Azevedo, Alexandre Pinto de . Aspectos psiquiátricos do tratamento da obesidade .
Oliveira,Verenice Martins;Linardi,Rosa Cardelino;Azevedo, Alexandre Pinto.Cirurgia bariátrica, aspectos psicológicos e psiquiátricos .

Luciana Kotaka
Psicóloga especialista em obesidade e transtornos alimentares
Curitiba-PR
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26 de jul. de 2011

Bullying como gerador da baixa auto estima

Exposição a situações vexatórias podem ter consequências sérias no longo da vida

Por Luciana Kotaka

Que atire a primeira pedra quem já não presenciou ou foi vítima de uma alguma situação de humilhação ou mesmo agressão, seja de ordem física ou emocional.

Nos decorrer dos anos, muitas pessoas acabam esquecendo situações constrangedoras a que foram expostas, outras carregam em suas memórias imagens vividas que lhes causam dor e ressentimento. Situações comportamentais como o bullying são fontes geradoras de grande estresse, e que pode na grande maioria das vezes afetar a autoimagem e autoestima de muitas pessoas.

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou mesmo psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo, normalmente o valentão, ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo que se sente incapaz de se defender.

Existem também as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em alguns momentos cometem agressões, que também são vítimas de assédio escolar pela turma. Normalmente o alvo é uma pessoa que não se defende, que não sabe que pode se ajudar a sair dessa situação, e pode ter medo de procurar ajuda, pois muitas vezes recebe ameaças por parte do abusador.

É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro “Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz” . Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

O obeso é um alvo muito fácil para essas situações, pois recebem vários apelidos como rolha de poço, gorducho, bolha,baleia, bolota, entre outros nomes pejorativos, além de todo estresse que vivencia em sua rotina diária, que já lhe constrange. Essa experiência acaba por dilacerar a autoestima, ao invés de fortalecer a vítima para que possa desenvolver recursos em busca de mudanças.

É muito importante contextualizar essas experiências e procurar uma forma efetiva de se desvincular dessas vivências que trazem sofrimento, ou mesmo procurar ajuda quando está sendo exposto a essas situações. Não se deve ter medo de denunciar o agressor ou mesmo o grupo. Deve-se procurar ajuda da escola, da família ou mesmo de pessoas próximas que lhe trazem confiança.

A psicoterapia pode ser um caminho efetivo onde poderá trabalhar essas experiências, revendo os fatos e fortalecendo a autoestima. Desta forma, aprende a lidar com a dor, e desenvolver comportamentos assertivos em relações a essa situações de constrangimento.

http://www.dicasdemulher.com.br/bullying-como-gerador-de-baixa-autoestima/

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19 de abr. de 2011

Dia de compras

Esse é um dos focos que trabalho e classifico como comportamento magro.

Ir as compras…

A escolha de um dia fixo para fazer as comprinhas básicas para não deixarmos nossa despensa zerada , é fundamental nesse processo de perda de peso.

A importância desse comportamento é não sermos pégos de surpresa e não termos o que comer quando chegar a hora de fazermos nossas refeições ou lanches.

Outra providência é deixarmos em nossas bolsas, no carro, no nosso trabalho, lanches rápidos,como barrinha de cereal, bolachas integral, frutas, gelatina, enfim, verificar com a nutricionista que te acompanha as opções saudáveis para esse fim. É muito comum chegar em casa cansada no fim do dia e comer o que tem de mais fácil e rápido, não prestando atenção na qualidade e nas calorias. Essa é uma boa forma de sabotar todo o trabalho que vem fazendo, então, não é isso que você quer não é mesmo?

Esta matéria tem a finalidade de mostrar o quanto a organização é importante em nossa vida, no alcance de nossos objetivos, sejam eles quais forem. Traçar metas, estratégias, enfim, todo um processo para buscar o sucesso do caminho almejado.

Vamos então organizar nossas vidas e vencer mais este aspecto de nossa vida! Luciana Kotaka Psicóloga Clínica Curitiba – PR
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31 de mar. de 2010

Dor nas costas

O blog Livre da Obesidade preocupado com sua saúde traz mais uma matéria de utilidade pública. Tenho certeza que você já sentiu alguma dor nas costas proveniente de uma má postura, um exercício mal realizado na academia ou até um movimento brusco qualquer. Uma pesquisa do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Universidade de Washington, nos Estados Unidos examinou 20 artigos científicos sobre o assunto. Baseada nessa análise minuciosa, a recomendação dos pesquisadores é simples: fazer exercícios localizados de duas a três vezes por semana é o suficiente para dar um basta às crises dolorosas, que, sem exageros, lotam os consultórios médicos — elas só perdem para as dores de cabeça, que estão em primeiro lugar no ranking. Esse tipo de exercícios, exemplificados aqui, reforça músculos do abdômen e das costas que funcionam como suporte para a coluna. Alongar-se também é importante. Isso porque se trata de uma maneira de promover o estiramento das fibras musculares, aumentando a sua flexibilidade. O blog vai mostrar uma serie de exercícios que dá para realizar em casa. Veja as dicas antes de iniciar as series: - Faça os movimentos no seu ritmo e, se sentir qualquer incômodo, pare imediatamente e procure um especialista. - Quem já está com dor ou tem algum problema de coluna deve consultar o médico antes de iniciar qualquer atividade física. - O ideal é que todos aprendam a fazer os exercícios com a orientação de um profissional, que também pode sugerir outros movimentos. - Se os movimentos forem feitos da maneira errada, podem até mesmo piorar o quadro. Conheça e pratique os exercícios físicos ideais para dar fim ao problema. 1 Dobre o pescoço levando o queixo em direção ao peito. Em seguida, com o pescoço reto, faça uma rotação de um lado para o outro. Por fim, dobre o pescoço para um lado e para o outro, levando a orelha em direção ao ombro. Faça cinco repetições de cada movimento. 2 De pé, com as pernas separadas na linha dos ombros e o abdômen contraído, desloque o quadril para o lado esquerdo, enquanto leva o braço esquerdo acima da cabeça. Repita o movimento para o lado direito. Faça dez repetições do exercício, alternando os lados. 3 Deite-se de barriga para baixo. Em seguida, apoie as mãos no chão, na linha dos ombros, e estique os braços, fazendo com que as costas formem um arco. Não use os músculos das costas para realizar o movimento. O corpo deve ser sustentado pelos braços. Faça dez repetições. 4 Deitado de barriga para cima, dobre o joelho direito e abrace a perna, levando a coxa em direção ao peito. Segure por 30 segundos. Em seguida, faça o mesmo com a perna esquerda. Por fim, junte as duas. Faça duas séries. 5 Deite-se e estique a perna direita para cima. Em seguida, segure uma toalha, deixando cada ponta em uma mão, e passe-a sobre a sola do pé que está no alto. Use o tecido para ajudá-lo a forçar a coxa em direção ao peito. Segure por 30 segundos. Repita o movimento com a outra perna. Faça três séries. 6 De pé, fique de frente para um banco ou uma cadeira. Coloque o calcanhar direito sobre o assento, apoie as mãos sobre o joelho e dobre a cintura, levando o peito em direção à perna. Segure por dez segundos e troque o lado. Faça três séries. Abraços e até a próxima!
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12 de mar. de 2010

Faça trocas saudáveis e Emagreça!

 
manteiga => margarina light ou creme vegetal
margarina light ou creme vegetal => óleo vegetal
leite integral => leite desnatado ou de soja
iogurte integral => iogurte desnatado
queijo gordo (parmesão, Golda, Emmental, Brie) => queijo branco magro (ricota, minas frescal, cottage, búfala)
requeijão cremoso => requeijão light
maionese => maionese light ou iogurte desnatado
creme de leite => iogurte desnatado
carne vermelha gorda (picanha) => carne vermelha magra (contra)
carne vermelha em "geral" => carne branca (peixe, peru ou frango)
frango com pele => frango sem pele
embutidos de carne de porco (presunto, apresuntada, salame, copa, Parma, mortadela) => embutidos de frango ou peru
almôndegas, hambúrguer e salsicha de carne ou porco => almôndegas, hambúrguer e salsicha de frango, peru ou peixe
nugetts de frango => nugetts de legumes
peixe de água doce => peixe de água salgada
sorvetes cremosos ( c/ leite) => picolé de fruta
chantily => iogurte desnatado
leite de côco => leite desnatado
banha de porco => óleo vegetal (canola, girassol, soja)
óleo de dendê => óleo vegetal (canola, girassol, soja)
pão branco => pão integral
pão recheado => pão branco ou integral
croissant => pão branco ou integral
pão de queijo => pão c/ queijo magro
biscoito simples (água, cream craker, água e sal) => biscoito integral
biscoito recheado => biscoito simples (água, cream craker, água e sal, Maria ou maisena ou cookies)
biscoito amanteigado => biscoito simples (água, cream craker, água e sal, Maria ou maisena ou cookies)
cereais açucarados ou achocolatados => cereais sem açúcar ou integrais ou cacau em pó
cereais integrais => cereais sem açúcar
massa folhada => massa simples
arroz branco => arroz integral
macarrão recheado (canelone, capelete) => massa simples (penne, espaguete)
massa recheada de carnes (carne, frango) => massa simples (penne, espaguete) ou massas recheadas de queijo ou verduras e legumes
massas recheadas de queijo => massa simples 
 
Até a próxima!
Kilza Miranda - Nutricionista
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9 de fev. de 2010

Pensando e se comportando de forma gorda



Quando lemos o título acima logo ficamos em alerta e vamos correndo tentar identificar o que nos faz ser assim – pensar e se comportar gordo – Seriam as emoções?
A cada dia é mais claro a relações entre a comida e o afeto, pois ficamos condicionados e/ou dependentes da comida para nos sentirmos aliviados, ou melhor tranqüilos.
Esse é um aspecto importante a ser pensado, pois deixamos de comer com a função de nos nutrirmos. Usarmos a comida como fonte de prazer imediata e aí começa um ciclo vicioso, onde todas as outras fontes de prazer são deixadas de lado e a comida acaba se tornando o eixo central da vida de uma pessoa.
Vale ressaltar que a obesidade é multifatorial, porém é certo que o nosso estado emocional influencia de forma significativa nesse processo de aumento de peso, principalmente quando existe um fator depressivo envolvido.
Existem vários gatilhos que podem estar compondo esse quadro quando citamos o lado emocional: separação, mudança de cidade (país), solidão, ausência de família, vida profissional insatisfatória e assim poderia citar uma lista interminável de questões que me trazem e que podem estar determinando o aumento de peso.
Cada indivíduo é único, e vivenciará as situações de suas vidas da forma mais adequada dentro de suas possibilidades.
Abaixo tem uma lista de situações que podem levar você a comer em função de suas emoções:
- Sente um prazer imenso quando come, e perde totalmente o interesse por outras atividades;
- Come desenfreadamente, sem se preocupar com a qualidade da alimentação;
- Não come nos horários adequados e muitas vezes o faz escondido de outras pessoas;
- A baixa auto estima e a falta de cuidados com o corpo e a saúde, faz com que a situação vá se agravando;
- Tem a ilusão de que estar magra acabaria com seus problemas e que poderia ser feliz;
- Procura uma forma mágica de perda de peso, colocando fora, no outro a responsabilidade por emagrecer.
Identificando essas questões em seu processo de sobrepeso e obesidade, é importante procurar ajuda de profissionais habilitados para ajudá-lo a perder peso, alcançar um estado de saúde e equilíbrio, como a nutricionista, educador físico e um psicólogo.
A obesidade é uma doença e temos que tratá-la com responsabilidade e seriedade, só assim poderemos emagrecer com assertividade.
Luciana Kotaka - Psicóloga Clínica
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Este Blog tem a função de transmitir informação e NÃO faz parte de uma consulta com profissionais. É preciso saber que a individualidade existe e que não é tudo que funciona para todo mundo. Informe-se e procure um profissional na hora de aplicar a informação!
Obrigada a todos que passam por aqui!