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24 de mai. de 2011

Promovendo a insatisfação

insatisfação

Gostei dessa frase e resolvi escrever sobre seu sentido.

Em meio ao tumulto sobre as modelos no desfile que teve em São Paulo recentemente, uma amiga citou essa frase com muita sabedoria:”promovendo a insatisfação”

Refletindo com cautela, percebo que deparamos com a insatisfação em vários aspectos de nossa vida: ora no corpo, ora no último lançamento de carro, a bolsa que viu no desfile e adorou, o novo aparelho celular que foi lançado e que a amiga tem, o sapato da atriz…. não importa em que direção nós olhamos, com certeza sempre terá algo sinalizando que precisamos ter algo, ter mais, ser mais.

Existe toda uma teia de ações, combinações e projetos, com o objetivo específico de fazer a insatisfação se instalar dentro de cada um de nós. Esse ardiloso projeto, alimentado pela mídia, pelas propagandas, vai alcançar nossos lares de forma insidiosa, ora, nem sei mais se é assim que acontece, acho que já somos escancaradamente invadidos através de nossa televisão, computadores, não se abre nenhum link sem que uma propagandazinha apareça para nos atentar.

A promoção da insatisfação tem fins puramente lucrativos, onde os próprios patrocinadores se tornam vítimas de sua armadilha, pois também tem suas famílias e filhos. Não precisamos ir longe, só pensarmos nas notícias de pessoas ricas e famosas, que vivem insatisfeitas e acabam achando o declínio e a morte, podemos lembrar de grandes cantores que se foram.

Essas meninas magérrimas trocam a saúde por momentos de fama, querem ser vistas, reconhecidas e bem sucedidas. Agridem seu bem mais precioso que é o corpo, e me questiono: viver a base de vômitos, laxantes, estimulantes e alfaces faz quem feliz? Faz a modelo e sua família ou faz os grandes homens que necessitam de cabides de roupas?

Fica aqui minha indignação para reflexão.

Psicóloga Luciana Kotaka

www.lucianakotaka.com.br

Curitiba-pR

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2 de fev. de 2010

Uma realidade distorcida


A anorexia, bulimia, síndrome do comer noturno e a vigorexia vem aumentando significativamente, retratando os valores distorcidos sobre a beleza e a saúde.
 
A mulher com anorexia estabelece pesos ideais muito abaixo dos padrões saudáveis e buscam alcançá-los de forma agressiva consigo mesma, não percebendo que ultrapassou o limite do peso normal, colocando com isso sua vida em risco.

Já na bulimia, ocorrem momentos em que as pessoas ingerem uma quantidade exagerada de alimentos, e posteriormente acabam por se utilizar do uso de laxantes, diuréticos e vômitos auto-induzidos, na crença de que podem eliminar 100% do que ingeriram, e assim não ganharem peso. A bulimia tem uma semelhança com a síndrome do comer noturno em função da ingestão exagerada de alimentos, se diferenciando pelo fato de que ocorre uma verdadeira farra alimentar no meio da noite, desencadeando muita culpa e sentimentos de inferioridade em função de seu ato.

Constantemente novas patologias estão sendo diagnosticadas, como a vigorexia, a qual vem prevalecendo no sexo masculino, onde o homem acaba por passar horas na academia, na busca de um corpo forte e perfeito. Atrás desse homem robusto se esconde um sujeito inseguro com baixíssima auto-estima.

Nossa realidade é assustadora, a cultura pelo corpo magro e forte tem sido arrasadora, adoecendo nossos jovens, acabando com relações familiares e sociais.


Luciana Kotaka - Psicóloga
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